O Museu Carmen Miranda inaugura, no dia 30 de outubro, a exposição “A (Im)Persistência da Memória”, da autoria de Fernando Sousa Cardoso, que ficará patente ao público até 10 de janeiro. A mostra propõe um diálogo entre a literatura e as artes visuais, convidando o público a refletir sobre a memória, a ausência e a permanência das experiências humanas.
Constituída por 36 obras, a exposição apresenta uma revisitação autobiográfica e autoficcional de espaços, lugares, pessoas e costumes que marcam a identidade do artista.
Partindo da Casa da Pena, passando pela Livração e culminando em grandes alegorias da Humanidade — o Amor, a Guerra e a Morte —, Fernando Sousa Cardoso constrói um percurso artístico que procura recuperar e reinterpretar as memórias que o constituem, bem como os laços que o unem ao território, às suas vivências e à condição humana.
A inauguração será também marcada pela presença da literatura, reforçando a ligação entre a palavra e a imagem e ampliando as possibilidades de leitura e interpretação da exposição.
O programa de inauguração tem início às 18h00, com o poeta Jorge Velhote a apresentar A Paixão da Ausência. Uma Leitura de O Susto, de Agustina Bessa-Luís, da autoria de José Vieira. Segue-se, às 18h30, a inauguração da exposição, durante a qual Fernando Sousa Cardoso acompanhará os visitantes, partilhando algumas palavras sobre as obras e o seu processo criativo. O programa termina pelas 19h15, com Verde Honra.
O Município convida toda a comunidade a participar nesta inauguração e a descobrir o universo artístico de Fernando Sousa Cardoso, numa exposição que propõe uma reflexão sobre aquilo que o tempo transforma, a memória preserva e a experiência humana perpetua.


