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Orquestra do Norte
Clara Badia Campos, violino e direcção

Programa:
António Vivaldi – “As Quatro Estações”

Primavera (RV 269):
I – Allegro
II – Largo
III – Danza Pastorale

Verão (RV 315):
I – Allegro non Molto
II – Adagio e Piano – Presto forte
III – Presto

Outono (RV 293):
I – Allegro
II – Adagio
III – Allegro

Inverno (RV 297):
I – Allegro con Molto
II – Largo
III – Allegro

 

Clara Badia Campos

Nasceu em Riba-roja de Túria, Valência (Espanha) e iniciou os seus estudos de violino com apenas seis anos no Conservatório de Música da sua terra natal, com o violetista Traian Ionescu e a violinista Mª Carmen Más. Em 2004, prosseguiu os seus estudos de violino no Conservatório “Ciutat de Líria” em Líria  sob a orientação de Ernesto Verdeguer, conciliando os estudos musicais com tutoriais de Miguel Angel Gorrea.

Frequentou também tutoriais e seminários com Anabel García del Castillo, Andrei Chestiglazov, Vicente Huerta , Raquel Castro , Alexander Brussilovsky e Ilya Kaler.

Fez parte das Orquestras ”Unió de Benaguasil” (Valencia) , “Orquesta Micalet” (Valencia), Orquestra “Unió de Llíria” (Valencia) e foi concertino-solista na “Jove Orquesta de la Generalitat Valenciana” durante dois anos, estreando-se a solo com as “Quatro Estações” de Vivaldi, dirigido por Manuel Galduf. Em 2012 participou no projecto NJO (Dutch Young Orchestra ), sob a orientação de  Jaap ter Linden.

Participou em diversos encontros de orquestras organizados pelo Conservatório de Música de Oviedo (Asturias, Espanha) entre 2007 e 2011 com os Maestros Josep Vicent , José Luis Temes e Jose Pasqual Villaplana .

No capítulo da música de câmara, foi primeiro violino durante dois anos no quarteto “La Boheme”, tendo conquistado em 2005 o segundo prémio no Primeiro Concurso de Música de Câmara de Riba-roja de Túria (Valência). Participou também em diversos concertos de música de câmara em Valência em 2017 com o Quarteto Valencia.

Em 2002 conquistou o Prémio de Honra do Conservatório de Música de Riba-roja e em 2005 foi-lhe atribuido o segundo prémio na 13ª edição da “Young Performers Competition  Ruperto Chapi”  de  Villena (Valencia).

No campo da composição musical, foi finalista no 1º Concurso de Composição de Líria com o seu primeiro trabalho “ Crit en Aigüa Salà “.

Em 2011, terminou uma pós-graduação em violino, com classificação elevada no Conservatório de Música Eduardo Martinez Torner de Oviedo, com o professor Alexei Michlin. Em Abril de 2012 conquistou o prémio final de pós- graduação músical “Angel Muñiz Toca”  em Oviedo.

Em 2012 e 2013 tornou-se membro da Escola de Estudos Musicais Avançados na Galiza (EAEM), sediada em Santiago de Compostela, e matriculou-se no Mestrado de interpretação orquestral sob a tutela da violinista Adriana Winkler. Em simultâneo, actuou na Real Filarmonia da Galiza (Espanha), dando diversos concertos em cidades espanholas.

Em 2013 tornasse membro da Orquestra do Norte, em Amarante, Portugal, tendo atuado como solista em varios concertos.

Em 2015 volta a atuar como solista com a Orquestra da Juventude da Generalitat Valenciana.

Desde 2014 a 2016 exerce as funçoes de chefe de naipe dos segundos violinos da Orquestra do Norte.

Atualmente, é concertino da Orquestra do Norte e colabora também com a Orquestra Casa da Música do Porto.

 

Orquestra do Norte

 

A Orquestra do Norte concretiza, desde 1992, o projecto de descentralização da cultura musical, apresentado pela Associação Norte Cultural, vencedora do primeiro concurso nacional para a criação de orquestras regionais, instituído pelo Estado Português nesse mesmo ano.

Com a titularidade de José Ferreira Lobo, a ON foi iniciadora de um trabalho verdadeiramente pioneiro e inédito, tendo-se afirmado no panorama da música erudita, sendo hoje uma instituição reconhecida nacional e internacionalmente.

Os objectivos básicos pelos quais sempre se pautou a actividade da Orquestra do Norte passam pela criação de novos públicos, pelo apoio à música e aos músicos portugueses e pela constante renovação do repertório. Vinte e seis anos depois, estes critérios continuam a ser fundamentais para a instituição.

Agente de transformações na gestão cultural do nosso País e criadora de um novo paradigma

musical, desenvolve uma intensa actividade com temporadas regulares de norte a sul do país. Realizou mais de 3.000 espectáculos em mais de uma centena de diferentes lugares. A ON apresentou-se ainda em Espanha, França e Alemanha.

Consciente da importância que representam o aumento e a diversificação da oferta artística qualificada no desenvolvimento cultural da população, no alargamento de públicos e na formação do gosto, a Orquestra do Norte apresentou as obras mais

representativas dos grandes compositores da história da música. Servindo o grande repertório orquestral, desde o barroco até ao presente, dá especial atenção à difusão da música portuguesa. João de Sousa-Carvalho, Luís de Freitas Branco, Francisco Lacerda, Corrêa de Oliveira e Joly Braga Santos foram alguns dos compositores portugueses abordados.

Os espectáculos da ON incluem concertos sinfónicos, didáctico-pedagógicos, ópera, música de bailado e de câmara. Para além da música erudita, tem abarcado outros géneros musicais, como é o caso do Jazz e música ligeira.

A programação da Orquestra do Norte abriu-se a um repertório mais amplo e variado no qual, juntamente com as partituras básicas do repertório sinfónico ocidental, abundam primeiras audições, tanto de música de recente criação, como partituras recuperadas do passado histórico-musical. Com isto, a ON prossegue e intensifica a sua vontade de atender à música dos nossos dias, apresentando obras de compositores como Krzysztof Penderecki, Kristoff Maratka, Karl Fiorini, Alexandre Delgado, Filipe Pires, Nuno Côrte-real, Miguel Faria, José Firmino de Morais Soares, Joaquim dos Santos, Marc-André Rappaz, Emile Ceunink e François-Xavier Delacoste.

Sedeada na cidade de Amarante, a Orquestra do Norte integra profissionais de reconhecido mérito e tem, habitualmente, a colaboração de prestigiados maestros, solistas e coros nacionais e estrangeiros. Dos conceituados directores de orquestra que subiram ao pódio da ON referimos Juozas Domarkas, Krzysztof Penderecki, Federico Garcia Vigil, Álvaro Cassuto e Rengim Gokmen. A ON contou ainda, durante cerca de 17 anos, com a distinta colaboração do maestro Gunther Arglebe enquanto maestro adjunto.

Alguns dos mais destacados solistas vocais e instrumentais portugueses e estrangeiros actuaram nos concertos da ON: entre muitos nomes destacamos António Rosado, Eva Maria Zuk, Avri Levitan, Patricia Kopatchinskaja, Kirill Troussov, Michel Lethiec, Robert Kabara,

Placido Domingo, José Carreras, Ileana Cotrubas, Julia Hamari, Fiorenza Cossoto e Svetla Vassileva.

Para além da participação regular do seu próprio coro,  a Orquestra do Norte colabora ainda com prestigiados coros nacionais e estrangeiros.

A assistência da ON ronda os cinquenta mil espectadores / ano, o que revela a sua capacidade de resposta aos diferentes tipos de público e o especial cuidado com a formação dos jovens, através dos concertos pedagógicos que são orientados e executados numa perspectiva didáctica.

A orquestra dedica ainda parte do seu tempo a gravações, tendo co-produzido até ao momento 13 edições discográficas.

A Orquestra do Norte conta com o apoio do Ministério da Cultura e tem colaborado com setenta e uma autarquias, fundações, empresas patrocinadoras e instituições culturais.