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Água

A água

Num país em que evoluiram as carências de infra-estruturas, serviços de saneamento básico e progressivamente deteriorando a qualidade da água nos meios hídricos naturais, é necessário promover o uso racional da água, diminuindo assim a utilização excessiva deste precioso recurso, bem como a poluição. A nível global a situação continua a agravar-se, devido ao crescimento demográfico, à industrialização e à agricultura intensiva. Torna-se necessário tomar medidas urgentes para que os recursos hídricos ocorram em quantidade e qualidade necessária para os diferentes usos possíveis, por exemplo, valorizando economicamente a água, isto é, elevar o seu preço de forma a evitar o consumo supérfluo.

No entanto, a actividade humana produz inevitavelmente resíduos, que poluem a água. Neste âmbito, foram criadas as Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR's), que são, como o próprio nome indica, locais onde é feito o tratamento de águas efluentes ou residuais. É designada por água efluente toda aquela que é desperdiçada depois do uso e desviada para esgotos, orientados por fim para o meio aquático. O tratamento a efectuar é específico para cada tipo de efluente, e como tal, depende de uma série de factores: poluentes presentes, diluição, capacidade do meio receptor de assimilar os desperdícios (autodepuração) e qualidade exigida para fins posteriores.

A nível mundial, a taxa de desperdício de água ronda os 65%, pelo que é necessário uma consciencialização dos consumidores a respeito da necessidade de economizar água e de reduzir as fontes poluidoras. Assim é necessário reaproveitar as águas residuais tratadas. Por exemplo, para rega devido ao seu elevado teor em nutrientes; reduzindo o consumo de água na industria, através da reconversão dos processos produtivos de forma a reutilizar a água no processo, aumentando portanto a sua eficiência.
Todos os meios apresentam capacidade de autodepuração, sendo este processo particularmente importante na digestão de matéria orgânica e na diluição de poluentes tóxicos. Na construção de uma ETAR é tido em conta o meio hídrico de lançamento, precisamente pelo tipo de autodepuração, que depende das dimensões da massa de água, do caudal de renovação, da taxa de oxigenação e dos níveis actuais de poluição. Os lagos e reservatórios artificiais são mais vulneráveis, uma vez que a renovação total da água demora mais a realizar-se, sendo ainda mais grave pelo facto de ser precisamente nestes locais que se fazem grande parte das captações de água. No que se refere as águas subterrâneas após a sua contaminação a sua recuperação, quando possível, é um processo delicado e muito moroso.


No Marco de Canaveses, para este fim existem 6 ETAR's :
Etar da Cidade, de Favões, de Alpendorada (Tâmega), de Alpendorada (Douro), de Ponte das Tábuas (Fornos) e Bitetos (Várzea do Douro).